400 vítimas em atentados na Índia, mas, Barack Obama anda confiante demais

31 10 2008

por Marcela Cataldi Cipolla

Explosões matam cerca de 60 pessoas e deixam pelo menos 300 feridos em Assam, na Índia.

Área atingida por bombas no nordeste da Índia

Área atingida por bombas no nordeste da Índia

O território de Assam faz fronteira com Bangladesh, Butão, China e Mianmar e fica isolado do resto do país por razões naturais. Os não-hindus representam 40% da população e muitos apontam descaso do governo indiano. Grupos separatistas como a Frente Unida de Libertação de Assam (Ulfa) atuam na região desde a independência indiana e dividem a suspeita da autoria do crime com milícias islâmicas (30% da população é muçulmana), especialmente aquelas compostas de imigrantes de Bangladesh.

As informações dadas pela Folha, Estado, Uol Notícias e todos os outros veículos brasileiros apesar de não fornecer dados precisos (os números de mortos e feridos não estão compatíveis) são muito semelhantes, isso porque a fonte é praticamente a mesma, Reuters, AFP, BBC e outras agências internacionais de notícias. As imagens também são escassas, já que, a região apesar de turística, está longe da capital indiana e a nação asiática apresenta pouca unidade. Além disso, atentados separatistas são comuns em um país onde se falam cerca de 20 línguas e 1.600 dialetos.

Mapa da Índia

Mapa da Índia

Como abordar a Índia em um veículo nacional, com tanta instabilidade política entre os seguidores do Bramanismo? Será que o brasileiro só se interessa pela nação quando o tema é rodada de Doha, G20, BRIC ou “viagens exóticas” como a mídia coloca, atualmente? Será que, comercialmente, vale a pena para a imprensa notícias da Índia sendo que a comunidade daquele país no Brasil é de cerca de 380 famílias? E eticamente?

Finalmente, Por que uma insistente cobertura das eleições norte-americanas assola as primeiras capas da seção de política internacional com tantas outras coisas acontecendo no mundo?

Para saber mais:

Abril

Veja

Folha

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O Apartheid Palestino

29 10 2008

por Paula Sacchetta

Outra coisa sobre a qual os jornais não falam é o apartheid palestino, que ocorre desde 1948, pois falar contra o Estado de Israel ou suas políticas é proibido e anti-semita. Que fique claro, aqui não é, é apenas analisar a política de um estado que oprime e destrói outro povo. São coisas muito, muito diferentes.

Não se pode falar que o Estado de Israel é um estado racista e tem uma sociedade racista já que “seu parlamento legisla que 13% das terras do país só podem ser vendidas para judeus”, nem que em 60 anos “o país teve apenas um ministro árabe” e, muito menos, que “75% dos israelenses admitem que se recusariam a ter um árabe como vizinho”. Isso não pode ser dito, mas quem diz é o jornalista israelense, Yonatan Mendel, já citado em outro artigo desse blog.

Ser conta o Estado de Israel ou expor suas mentiras e contradições é anti-semitismo. Mas chamar todo e qualquer árabe de “fundamentalista” ou “terrorista” não é preconceito. O Hezbollah, por exemplo, é descrito pela mídia como organização (palavra que carrega certo sentido pejorativo e anti-oficial) e não como movimento político. É descrito também como fundamentalista.

Em 1982, quando Israel invadiu o sul do Líbano esse movimento surgiu para tentar libertar seu país. O que não se diz, porém, é que o movimento não é fundamentalista, pois defende um estado islâmico, mas não visa acabar com o poder legislativo, nem exclui de seus membros indivíduos de outras religiões que não a muçulmana. Sua luta é, sobretudo, de libertação nacional e não religiosa. O próprio líder do Hezbollah disse que o movimento não existiria se o Líbano não fosse invadido. Qualquer um que estude o real significado da palavra fundamentalismo saberá usá-la corretamente e não apenas para discriminar um povo.

Aliás, procurando no Dicionário eletrônico Houaiss, achei o real significado da palavra: “movimento religioso e conservador, nascido entre os protestantes dos E.U.A. no início do século, que enfatiza a interpretação literal da Bíblia como fundamental à vida e à doutrina cristãs [Embora militante, não se trata de movimento unificado, e acaba denominando diferentes tendências protestantes do sXX.]“.

Eu mesma me surpreendi com esse verbete. Os Estados Unidos, principal país na “Guerra contra o Terror” e disseminador da tal democracia mundo afora, usam a palavra “fundamentalismo” para discriminar povos árabes, muçulmanos e justificar suas ações terroristas. O que ninguém sabe – e não se diz na mídia – é que por trás da origem dessa palavra, tão negativa segundo o próprio país, está ele mesmo. No mínimo contraditório e hipócrita.

Além de todos esse rótulos e preconceitos da mídia, ainda pesa sobre o povo palestino uma política de apartheid, sobre a qual nada se fala. Desde a Resolução 181, da ONU, quando se constituiu o Estado de Israel se dissemina tanto pela mídia quanto pelos sionistas o mito de “uma terra sem povo para um povo sem terra”. Essa falsa idéia, de que não existia um povo palestino, foi um dos mecanismos que permitiu a invasão daquele território por grupos sionistas. (leia uma matéria sobre isso no Brasil de Fato).

Além da matéria da Piauí (uma exceção na grande mídia), o jornal Brasil de Fato é um dos poucos que descreve com realismo a verdadeira barbárie que ocorre com o povo palestino. Conta com todas as letras, que sim, ocorre um apartheid naquela região há 60 anos. Contam que “em 2004, o governo de Israel iniciou a construção de um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, além de ter deslocado 115 mil famílias”. Nos territórios ocupados, os colonos judeus têm uma estrada e os palestinos têm de passar por rotas alternativas ou túneis. Mas não, não se pode falar em apartheid, é uma palavra forte demais e pode beirar o anti-semitismo, certo? Pode-se discriminar todo e qualquer árabe, mas não expor as políticas racistas de um estado.





Política na Crise Econômica, dois pontos, os admiráveis clichês novos

23 10 2008

Le Monde Diplomatique Brasil, setembro de 2008: “A crise alastrou-se dos Estados Unidos para a Europa. Em dois dias, cinco importantes bancos do Velho Continente naufragaram”. Jornal Hoje, 10 de outubro: “uma estratégia global e eficaz para estancar as feridas (sic) dessa crise”, “é preciso mais ação do que palavras”. Nunca se falou tanto de derretimento na mídia, e não é de calotas polares. Revista Exame, Outubro de 2008: “FMI vê derretimento dos mercados; EUA pedem paciência”. Nunca foram necessários tantos sinônimos para o mesmo processo de passagem gradual do setor financeiro do estado sólido para o estado líquido: “forte queda”, “queda livre”, “desregulação do mercado financeiro”, “mercados despencam”, “queda acentuada”.

A despeito das metáforas e expressões utilizadas versarem sobre contextos tão diferentes como incêndios, viagens marítimas, dramas existenciais ou prontos-socorros de hospitais, trata-se do mesmo “drama”: a irresponsabilidade de bancos e governos que acabou gerando uma paralisia (ops) no crédito mundial de “forma dramática”. (Por uma questão de redução de melodramas, convenciona-se que o editor desse texto nomeará os acontecidos a partir de agora simplesmente como “crise”).

O mais interessante de ser analisado na cobertura da Crise, é que talvez como nunca antes na história do jornalismo econômico (licença presidente), a forma de nomear fatos deixou tão claras posições ideológicas, temores, sensacionalismos, tentativas de reverter a crise através de noticiários. É pelo fato dessas decisões de cobertura estarem mais ligadas a questões políticas do que propriamente econômicas, que o tema da crise econômica está sendo desenvolvido pela editoria de política (pode conversar com você no meio do texto, professora?).

Deixando de lado as gracinhas (que geralmente revelam um vazio conteudístico, diga-se de passagem), o mais relevante (e revelante também) é a diferença e a semelhança entre os termos utilizados pelos governos e pela mídia para se falar dos mesmos fatos. Para Henry Paulson, Secretário do Tesouro estadunidente, o fenômeno de migração dos títulos imobiliários norte-americanos para outros investimentos chama-se “reavaliação de riscos” (abril de 2007), para os jornais brasileiros da mesma época chamou-se de “debandada de títulos financeiros”. Para o Lula, o aumento do preço de alimentos conseqüente chama-se “inflação boa”, para a Folha, foi “alta do preço de alimentos” mesmo. Ben Bernanke, presidente do FED, chamou a crise de “lição econômica”, os jornais, de “derretimento, drama” entre outras expressões mela-cueca. É compreensível: o papel dos políticos é acalmar os mercados e, qualquer secundarista sabe, quando uma autoridade política relevante pro mundo diz que “o mundo está em crise”, isso por si só pode ser o gatilho do desastre (mais um clichê). Já os jornais precisam de títulos impressionantes, motivo pelo qual criaram essa riqueza de sinônimos “gigantísticos” para a mesma… crise!

Certos termos, porém, todos evitam, e é ai que moram semelhanças: quando alguns economistas de renome chamaram o fenômeno atual de “Crash de 2008”, a Folha de São Paulo deu a eles um pequeno espaço no rodapé da página . Termos como “recessão”, por exemplo, foram bravamente evitados pela mídia até poucos dias, quando já era impossível evitá-lo. Apesar dos índices financeiros estarem caindo em ritmos superiores aos apresentados na fatídica quarta-feira de 1929, qualquer alusão a “depressão financeira” é solenemente descartada pois “o contexto mundial é outro e não podemos dizer isso”.

Em tempo: as batidíssimas imagens de operadores financeiros em desespero diante dos gráficos decrescentes são muito divertidas!





Jornalismo Brasileiro reproduz dogmas e preconceiros Europeus

23 10 2008

União Européia cria cartão azul que prevê preferência a imigrantes altamente qualificados e restringe legalização de outros imigrantes às demandas do mercado de trabalho.

Numa quinta-feira a noite, desesperado por notícias sobre a Europa (que, afinal, é a parte do mundo que me cabe cobrir neste blog de política que lês), saio em busca de informações sobre esse acontecido. A idéia, muito básica, é comparar algumas abordagens sobre o tema e chegar a alguma conclusão. Os escolhidos para o estudo de caso são os três maiores jornais “de qualidade” do país: “Folha de S. Paulo”, “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”.

Resultado Desesperador
O resultado da pesquisa é desesperador: todas as três notícias são da mesma fonte: todas as três coberturas são reproduções, com pequenas alterações, do material fornecido pela Agência EFE. Há muito pouco o que comparar: a matéria da Folha começa com um “O Conselho de Ministros da União Européia (UE) chegou nesta quinta-feira a um princípio (sic) de acordo para a criação de um ‘blue card’”, no Estado de S. Paulo, o começo é “Conselho de Ministros da União Européia (UE) fechou nesta quinta-feira, 25, um acordo no pacto sobre a imigração e asilo”, no Globo, o começo é praticamente idêntico aos dois anteriores: “O Conselho de Ministros da União Européia chegou nesta quinta-feira (25) a um princípio de acordo para a criação de um ‘cartão azul’”.

A pesquisa sobre a cobertura da Européia nos jornais brasileiros é monótona: O meio de uma  das reportagens corresponde ao fim da outra, que equivale ao começo da terceira: as mesmas informações, as mesmas fontes (nesse caso, uma fonte só), as mesmas aspas, e o mais preocupante: os mesmos ranços da cobertura eurocêntrico que transformaram a restrição xenófoba em um “pacote de medidas que beneficiam imigrantes escolarizados”, e a seleção clara de pessoas por etnia em eufemismos como “critérios de afinidade com o país de origem”. Nenhum cidadão comum europeu foi entrevistado, nenhum imigrante (legal ou ilegal) foi ouvido a respeito. Sobre o tema temos apenas o oficialismo de uma agência de informações e a reprodução pasteurizada de um jornalismo brasileiro que, a pretexto da “imparcialidade” fica difuso, desinteressante, sem inovação e sem ponto de vista. A caricatura dessa  notícia que foi dada praticamente nas mesmas palavras por três veículos é uma figura muito clara desse quadro.

Leia:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u448773.shtml

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int247820,0.htm

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL773299-5602,00-EUROPA+CHEGA+A+ACORDO+PARA+CRIAR+CARTAO+AZUL+PARA+ATRAIR+IMIGRANTES+QUALIFI.html





Como o jornalismo trata os povos árabes

15 10 2008

por Paula Sacchetta

O Oriente Médio antes de 11 de setembro de 2001 era tido como mágico e misterioso. Hoje, para a grande mídia é o berço do terrorismo e do fundamentalismo. A mídia passou a tratar os povos árabes como terroristas, fundamentalistas e perigosos para a democracia ocidental. Mas, afinal, que democracia é essa onde não são levadas em conta diferenças culturais e, muito menos, soberanias nacionais? Que democracia é essa tão pregada pela mídia e pelo Senhor do Mundo, mister Bush, onde um ditador que mata milhares de civis é enforcado – prática da Idade Média, usada em pleno século XXI – e outro invade e bombardeia países há mais de sete anos e nada acontece?

Nos jornais e revistas de grande circulação, mais uma vez, não vemos o número de mortos em Bagdá, desde a invasão do Iraque pelos EUA em 2003, mas uma nota: “Bush foca o terror: o presidente dos EUA, George W. Bush, destacou ontem a necessidade de reforçar o combate ao terrorismo no mundo. Bush acusou Síria e Irã de patrocinarem o terror e defendeu sanções mais rigorosas contra o Irã e a Coréia do Norte por conta de seus programas nucleares (…).” (jornal Metro, 29/09/2008) E o terrorismo de Bush? Desse, ninguém fala. Esse, ninguém combate.

Na Folha de S. Paulo, um “terrorista suicida” mata 19 pessoas e deixa outras 72 feridas, entre elas, mulheres e crianças. Não se diz porque esses atentados acontecem. Nem que o povo iraquiano luta há mais de cinco anos contra os soldados do império, que invadem seus lares e matam suas famílias. Se diz sim, ainda na Folha, que “as condições no Iraque e particularmente em Bagdá são consideradas as melhores dos últimos quatro anos, segundo dados dos EUA, graças, parcialmente, ao aumento do contingente militar americano em campo a partir de 2007″.

Então os iraquianos são mesmo loucos! Terroristas e fundamentalistas. Deveriam estar agradecendo a invasão, mas não, ao invés disso, lutam contra os soldados. Assim, o povo dos EUA também é louco. Porque nem eles apóiam seu presidente? Porque o índice de apoio da população dos EUA à invasão do Iraque é quase tão baixo quanto o apoio à Guerra do Vietnã? Vai entender…

Uma matéria da revista Piauí, de maio de 2008, de Yonatan Mendel, fala do jornalismo israelense. No vocabulário de tal jornalismo, os árabes são terroristas suicidas, matam civis mulheres e crianças, seqüestram e alegam. Israel apenas responde e se protege da violência Palestina. Nunca mata civis, mulheres e crianças com seus mísseis. Nunca se diz que seus mísseis caem sobre casas e hospitais, mas se fala sobre “assassinatos dirigidos” à lideres, sempre de altíssimo escalão dos grupos “terroristas” e “fundamentalistas”. As Forças de Defesa de Israel nunca alegam, confirmam.

O jornalista israelense conta: “numa época em que havia muitas incursões israelenses em Gaza, perguntei o seguinte aos meus colegas: ‘Se um palestino armado cruza a fronteira, entra em Israel, dirige até Tel Aviv e atira em pessoas nas ruas, ele será o terrorista, e nós seremos as vítimas, certo? Porém, se as FDI cruzam a fronteira, dirigem vários quilômetros Gaza adentro e começam a disparar contra os atiradores palestinos, quem é o terrorista e quem é o que resiste? Como é possível que os palestinos que vivem nos territórios ocupados nunca possam recorrer à autodefesa, enquanto o Exército israelense é sempre o defensor?’”

Hamas ou Hezbollah são descritos como organizações e não partidos ou movimentos políticos que surgiram para proteger seu povo e que só têm tanto apelo popular por conta da situação em que se encontram a Palestina e o Líbano.

E fica uma pergunta: nossa mídia, brasileira, age de forma diferente da israelense? Porque um jornal que se diz “apartidário e multicultural”, como a Folha de S. Paulo, coloca sob a máscara de notícias, opiniões preconceituosas e discursos falaciosos?





Na Etiópia, a história se repete

6 10 2008

por Marcela Cataldi Cipolla

Crise alimentar na Etiópia coloca 12 milhões de pessoas em risco, passa despercebida pela mídia brasileira e deve agravar a já complicada situação do território africano.

(Margaret Aguirre/International Medical Corps/Reuters)

criança desnutrida recebendo cuidados médicos da International Medical Corps (IMC) em Bolossa Sore, sul da Etiópia, em junho de 2008. Créditos: (Margaret Aguirre/International Medical Corps/Reuters)

Em entrevista para a revista Época, um médico brasileiro que esteve na intervenção de emergência no país explicou as causas da crise atual.

“ÉPOCA – Os etíopes estão sendo vítimas da alta no preço dos alimentos?

David Oliveira de Souza – Eles estão sendo profundamente afetados por esse e outros fatores que se somam numa coincidência cruel. A seca comprometeu a última colheita; a renda da produção local, altamente voltada para o mercado externo, encolheu. Eles produzem basicamente gengibre, e o preço do gengibre despencou nos últimos meses. Daí eles ficaram sem alimentos e sem renda para comprar a comida cada vez mais cara. Alguns alimentos mais que dobraram de preço do ano passado para cá. Quando saí de lá, alguns produtos estavam baixando de preço. A espiga de milho chegou a custar 2 berr (fala-se bir), caiu para 1 e agora para 50 centavos do berr. Está quase ao alcance do poder aquisitivo local. “

A Etiópia é uma nação cuja estabilidade política e a democracia estão engatinhando. Em 2006, o país se envolveu belicamente na Somália contra milícias islâmicas e um suposto apoio da Eritréia (Estado inimigo dos etíopes de longa data). Além disso, o governo da Etiópia enfrenta uma série de atentados civis e culpa a Frente de Libertação Nacional de Ogaden. A Frente é uma organização que atua para a independência da região denominda Somali (um território sob o domínio de Adis Abeba que faz fronteira com a Somália), os rebeldes lutam pela formação da “Grande Somália”, anexando a região ao país vizinho. Por outro lado, os insurgentes apontam as tropas oficiais e o poder federal como responsáveis pela marginalização e perseguição de cunho étnico.

No mapa, a região Somali que possui um dos maiores grupos de conflitos armados do pais

No mapa, a região "Somali" que possui um dos maiores grupos de conflitos armados do país

O combate á escassez de alimentos no chifre africano é fundamental para a consolidação da paz na região, tão marcada pela turbulência política, conflitos armados e miséria.

A repercussão na mídia brasileira:

No Estadão, hoje, foi ignorada a desnutrição do país. : “Explosão deixa três mortos na Etiópia; polícia culpa rebeldes”

http://www.estadao.com.br/internacional/not_int249683,0.htm

Sobre a crise de alimentos:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u446903.shtml (Na folha do dia 19)

Outra recente notícia da Folha foi sobre uma doação do casal Brad Pitt e Angelina Jolie!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u445097.shtml

“Because there are so few pages in the traditional press for serious subjects, the internet has really taken the place of the traditional press to get those stories out there” James Nachtwey.

A falta de alimentos no local é tratada de forma discutível pelos meios de comunicação, não há análises, comentários, entrevistas, mapas, maiores explicações e a única imagem é a da atriz Angelina Jolie com sua filha.

Uma das coberturas mais completas está sendo feita pelos Médicos Sem Fronteiras, no site da ONG há fotos e até entrevista com um médico brasileiro que trabalhou na Etiópia:

http://www.msf.org.br/noticia/msfNoticiasMostrar.asp?id=903

A entrevista do médico brasileiro, na revista Época

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